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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

ANAIS DO I ENCONTRO LATINO AMERICANO DE ARQUEOLOGIA



ANAIS DO I ENCONTRO LATINO AMERICANO DE ARQUEOLOGIA

As populações Pré-históricas da Amazônia
Dra. Maura Imazio da Silveira


Inicialmente, apresentaremos em linhas gerais o Museu Goeldi, a natureza e os objetivos da arqueologia e alguns exemplos dos diferentes tipos de sítios que são encontrados na Amazônia.

Posteriormente, com base nos dados arqueológicos, em uma perspectiva cronológica e econômica, será apresentado um panorama breve sobre a ocupação pré-histórica da Amazônia, alguns exemplos de vestígios encontrados durante as pesquisas do Museu e para finalizar as contribuições da arqueologia para a região

Convém ressaltar que o MPEG foi a única instituição na Amazônia brasileira, durante décadas, a ter um departamento de Ciências Humanas com pesquisas nas áreas de antropologia, etnologia, arqueologia, lingüística, sociologia e história.

O Museu Goeldi realiza pesquisas arqueológicas na Amazônia desde a segunda metade do século XIX sendo referência para as pesquisas arqueológicas realizadas nesta região.


Estudo do passado humano a partir dos vestígios remanescentes
     ▪ Utiliza fontes de estudo primárias: documentos naturais, culturais e
     ▪ Fontes de estudo secundárias: publicações, documentos, informações, etc
  ▪ É necessário interação com diversas disciplinas das ciências biológicas, humanas e exatas

A produção do conhecimento sobre a pré história amazônica inicia com os viajantes naturalistas tais como Hart, Ferreira Penna, Barbosa Rodrigues, Frederico Barata, Aureliano Lima Guedes, Coudreau,entre outros.
Nessa época foram produzidos relatos detalhados e aquisição de peças que iriam compor os acervos dos museus.




Com a fundação do MPEG começam a ser formadas as coleções (atualmente, o material arqueológico proveniente dessas coleções faz parte da reserva técnica Mário Simões na área de arqueologia).




Entre 60-70 é criada a área de arqueologia e as pesquisas se intensificam com o desenvolvimento do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas da Bacia Amazônica - PRONAPABA.


Coordenado por Betty Meggers & Clifford Evans, do Smithsoniam Institute, o PRONAPABA foi dividido em diversas áreas. A equipe do Goeldi foi chefiada pelo pesquisador Mario Simões. Outros arqueólogos como Ondemar Dias, Eurico Miller e Celso Perota, foram convidados a trabalhar também no desenvolvimento do referido programa. 

As pesquisas realizadas, utilizaram como base, principalmente, a cerâmica arqueológica,  estabelecendo Tradições, subtradições e fases.A Tradição é usada para designar um grupo de elementos ou técnicas com grande amplitude espacial e temporal. 
Uma Tradição comporta várias fases e mesmo subtradições.  A Fase é mais restrita, indica um conjunto de elementos culturais associados entre si e relacionados conforme a localidade (espaço) 
ou o tempo.

A partir desses dados foi elaborado um panorama das populações pré-históricas que habitaram a Amazônia

Reconstituição do povoamento da Amazônia pré-histórica
(Mario Ferreira Simões 1983)


•Coletores pescadores ceramistas (6.000-200AC)

Tradição Mina (fase Mina – sambaquis litorâneos/PA e MA, fase Castália e Macapá -sambaquis fluviais, Uruá – sambaquis de gastrópodes fluviais).  Relacionados a Fase Alaka (litoral Guianas







Agricultores incipientes (1.100-200AC)
Tradição Hachurada zonada (fase Ananatuba no Marajó; fase Jauari – sambaqui fluvial no baixo amazonas/lago grande de Curuá). Inclui ainda Fases no Equador (Yasuni e Pastaza) e no Peru (Tutischcainyo e Waira-Jirca).


Horticultores de Floresta Tropical (0 - 1.600AD)
ØTradição Borda Incisa
  (fase Mangueiras/Marajó e Mexiana; Manacapuru e Caimbé/médio Amazonas, associados a subtradição Guarita/Tradição Policroma). Na bacia do Orinoco (fases Nericagua, complexos Cotua e Los Caros) 
ØTradição Incisa Ponteada de 900 AD até tempos históricos
   localização geográfica - Calha do Amazonas e alguns tributários. Cultura Santarém/rio Tapajós, complexo Konduri/ rios Nhamundá Trombetas, Mazagão/Amapá; Paredão/baixo rio Negro; Sanabani /lago de Silves; Urucará e Jatapú/baixo rio Uatumã; Diauarum e Ipavu/alto Xingu,Tauá/Tocantins. 
ØFases flutuantes ou independentes (grande quantidade)


Agricultores Subandinos (100-1.300 AD)

ØTradição Policroma
  (fase Marajoara/Marajó, Subtradição Guarita na parte ocidental da bacia Amazônica – fases Itacoatiara, Guarita, Tefé, Apuaú,Manauacá, Samambaia, Silves, São Joaquim, Pirapitinga, Marmelos e Pupunhas). Fases: Napo (Equador) e Caimito (Peru).




Nos anos 80 começa uma nova fase para a 
arqueologia da Amazônia.




Pesquisadores do museu iniciam projetos acadêmicos para mestrado e doutorado. Anna Roosevelt realiza pesquisas em Marajó, Santarém e Monte Alegre (PA)-projeto baixo Amazonas- e apresenta os primeiros resultados


Começam os grandes projetos empresariais (hidrelétricas, mineração, rodovias, etc) e os financiamentos para os trabalhos de levantamento e salvamento arqueológico. Na década de 90 outros pesquisadores também começam a trabalhar na Amazônia brasileira (Eduardo Neves, Denise Gomes, entre outros).




O que sabemos até o momento


Panorama atual do conhecimento (com base em critérios econômicos e croos dados aqui apresentados tem por base as pesquisas arqueológicas realizadas pelo Museu Goeldinológicos)



 Paleoíndio/ caçadores-coletores (Pleistoceno e início do Holoceno/ 12.000–1.000 anos AC)sítios caçadores-coletores, geralmente em cavernas e abrigos. Maior partes dos vestígios é composta por artefatos lascados (pontas de flechas, raspadores, furadores, entre outros, confeccionados, primeiramente em quartzo e posteriormente em sílex/calcedônia). Nesse período verificamos a presença de uma economia ampla e diversificada adaptada a floresta tropical. Foram observados diversos modos de utilização dos recursos naturais, variando conforme às condições de cada região ocupada.Registramos esses sítios no
Pará - em Carajás e Monte Alegre; Amapá, Amazonas, Roraima e Rondônia..

Arcaico/caçadores-coletores-pescadores e também os caçadores-coletores mais recentes (Holoceno/ 6.000-200AC)

Os tipos de sítios variam: sítios em grutas e abrigos, sambaquis (litorâneos e fluviais) e sítios cerâmicos habitação ou acampamentos.Tanto nos sambaquis como nos sítios cerâmicos observamos, em alguns casos, a presença de TPA. 
O material arqueológico geralmente é composto por artefatos confeccionados em pedra lascada, polida e também em conchas e ossos, além de restos orgânicos.
Neste período, as mudanças significativas do ambiente proporcionaram maior disponibilidade de recursos naturais (formação e expansão dos mangues, mudança no regime dos rios/temporários-perene, formação de grandes áreas de floretas). Puderam ser verificadas estratégias adaptativas ainda mais diversificadas, caracterizando-se pela exploração de recursos aquáticos (pesca e coleta), caça de pequenos animais, além de coleta, manejo e domesticação de várias plantas.

Formativo (Holoceno /1.100AC -1.600AD)
Os sítios são cerâmicos, a céu aberto, habitação ou acampamentos, presença em alguns de TPA. Na ilha de Marajó existem os Tesos (grandes aterros artificiais).

Caracterizado por práticas agrícolas ou economia de subsistência eficiente, ocupações edentárias e aumento da densidade demográfica. Segundo os resultados das pesquisas realizadas por Anna Roosevelt a Amazônia foi um centro de inovação cultural durante o arcaico e o formativo. Foi no sambaqui de Taperinha, que coletamos a cerâmica mais antiga das Américas (8.000anos AP).


ILHA DE MARAJÓ
•Grupos ceramistas há 3.000 anos
•Fases Formiga, Ananatuba, Magueiras e Marajoara
•Sociedades Complexas:
    Cultura Marajoara – de 400 a 1300 d.C. Caracterizou-se por:
ØManejo hidráulico e exploração intensiva de recursos aquáticos;
ØConstrução de tesos de até 10m de altura;
ØElaborado sistema ritualístico-religioso, culto

 aos antepassados, enterro em urnas.



LITORAL DO PARÁ 

Região do Salgado


•Ocupação antiga: há 6.000 anos AP
•Sambaquis: populações que sobreviviam de maneira sedentária explorando recursos aquáticos
   Fases: Mina,Uruá,Tucumã,Areão.
•Sítios cerâmicos - Sítios de grupos horticultores antigos

 (há 2000 anos AP)
•Sítios históricos (edificações, igrejas, fornos/caieiras, etc)
•Sítios submersos


SUL DO PARÁ

TradiçãoTupiguarani - 300 a 1500 AD
Fases Itacaiúnas, Tauari, Tucuruí






MARANHÃO

•: como no litoral do Pará, bastante destruídos
•A ocupação litorânea é mais recente do que no Pará, 1500-1300 anos AP
•Estearias ou palafitas (aldeias lacustres) do Lago Cajari (570DC)-baixada maranhense
•Há também sítios históricos
•Registros rupestresSambaquis

O Museu Goeldi é a única instituição na Amazônia brasileira com laboratórios devidamente equipados para as pesquisas arqueológicas e com corpo técnico científico de profissionais qualificados.Projetos desenvolvidos em conjunto com as pesquisas arqueológicas tem um papel relevante, contribuindo não só para divulgação do conhecimento sobre o passado como para a proteção do patrimônio
PANORAMA ATUAL

Poucos arqueólogos atuando/morando na Amazônia- Grande demanda de projetos de contrato


NECESSIDADE
Formação de. novos profissionais para atuar na Amazônia

Em resumo:

Através desta pequena mostra que nos apresentou uma grande quantidade de vestígios arqueológicos podemos constatar que a Amazônia foi densamente povoada. 


 Investindo em pesquisas, poderemos aprender muito estudando os registros arqueológicos que nos revelam formas criativas e satisfatórias de manejo do ambiente





















O IMPÉRIO INCA:

ANAIS DO I ENCONTRO LATINO AMERICANO DE ARQUEOLOGIA
PALESTRANTE CONVIDADO

ALFREDO JOSÉ ALTAMIRANO ENCISO

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
Instituto de Pesquisa Clínica Evandro ChagasIPEC -FIOCRUZ








A arqueologia demonstra a presença da cultura material da sociedade Inca. Desde fins do século XIX o acumulo de material incaico e pré-incaico pelos paises do primeiro mundo foi cada vez mais intenso. Muito dessas coleções se encontram em grandes museus do mundo.
Os incas construíram cidades, caminhos, templos, objetos de oro, prata, tecidos, cerâmicas e crânios deformados ou patológicos constituem jóias e deslumbram a grandes e pequenos no mundo.   


O IMPÉRIO INCA



O território andino é altamente acidentado, variável  e caracterizado pela presença da cordilheira dos Andes, da corrente marinha fria de Humboldt, da extensa região amazônica e do litoral costeiro.
A cordilheira dos Andes formou-se há mais de 80 milhões de anos devido às pressões das placas continentais, no fins da era secundária. No período Pleistoceno, a região andina sofreu 4 grandes glaciações e intervalos estadiais (quentes). A fins da última glaciação Wisconsin começaram a chegada das primeiras ocupações humanas, entre 16 e 12 mil a.C., eram caçadores de camelídeos silvestres e fauna extinta. 
A temperatura é variável, quente e temperada na costa, fria nas alturas e quente e chuvosa na selva. Tem grandes elevações como o Huascarán e Huandoy (Ancash) que ultrapassam os 6700 m de altura. A região insere-se na extensa área do cinturão vulcânico do Pacifico Sul. Entre os lagos importantes são o Titicaca e o Chinchaycocha ou Bombón.
Tem 8 pisos ecológicos e mais de 200 áreas ecológicas que permitiram adaptar centenas de plantas autóctones dos Andes, costa e da selva. 



AS ORIGENS DO IMPÉRIO INCA


No século X d.C., os império Wari dominou as terras do Cusco através do centro administrativo Pikilljata. Após a queda desse império surgiu o centro religioso de Accamama, que provinha desde período Formativo com o sitio de Carmenca. 
Era um oráculo que os agricultores e pastores concentravam-se no Cusco com fim de conhecer o tempo. Dominados pelos Ayarmaca e os Killke.
Houve duas lendas. A lendas dos irmãos Ayar (local) e a lenda de Manco Capac (forâneo).



A EXPANSÃO DO IMPÉRIO INCA

O crescimento do império inca foi produto de uma política de permanente luta e competência pelo domínio das terras para a agricultura. Impulsionada pela elite ou panaca e ao serviço do exercito incaico. A base econômica do império foi a agricultura. Construíram “andenes” e levaram água a lugares secos e difíceis. Sua experiência em guerras no território andino complementou-se com a reciprocidade e redistribuição. Porém, formaram muitas alianças.

Cusco

A cidade de Cusco localiza-se a 3.300 m de altura, onde viviam os Ayarmaca e Killke, nos séc. XII-XIII d.C. A llacta de Cusco foi planificada sob um desenho zoomórfico de um puma. Ela dividia-se em Hanan-Cusco e Hurin-Cusco, sistema dual.
A cidade anteriormente chamava-se de Acamama, está rodeado pelo rios Tullumayu e Huatanay. Lugar onde se preparava a melhor chicha ou bebida sagrada dos incas com base de milho que atraia a milhares de camponeses para orara a seus deuses andinos e pedir força, energia e felicidade. Na Rua Manco Capac existe a pedra dos 12 ângulos. A técnica das rochas era a silheria. 
Sua traça urbana se orienta ao NO a rota ao chinchaycocha, no meio de uma praça principal onde havia sido edificado um ushnu.  Tinham um lugar de biblioteca chamada de Suntur-Paucar.
Na rua Sapi no Cusco viviam os doentes conformados por cegos, inválidos de guerra, com bocio, leishmaniose, sifilíticos, doença de Chagas e tuberculosos. Incluso, lábio leporino e anãos.   A maioria desses doentes eram considerados seres divinos marcados pelos deuses para ser sacrificados. 


-A língua quíchua é um idioma oficial do povo peruano.
-O problema do índio é o problema da terra e o menosprezo que sofrem dia a dia esta população por parte dos brancos, os dominantes. É insultada como “cholos”, mas que tem grande orgulho por seu glorioso passado o que lhes dá um horizonte de progresso através da ciência da arqueologia e do turismo.
- Mais de 10 milhões de habitantes peruanos são de raça mestiça com forte componente índio e negra. O sábio Alexander Von Humboldt dizia o Peru é um país mendigo sentado num banco de ouro. 


Os incas sabiam administrar seu povo e vasto território, utilizando as leis:
AMA SUA = Não sejas ladrão.
AMA LLULLA = Não sejas frouxo.
AMA QUELLA = Não sejas mentiroso.
AMA OPA = Não sejas bobo.
AMA WAÑURUSQA = Não matar.

CONCLUSÃO
-A grande civilização inca contribui ao mundo com mais de 200 tipos de plantas como o milho, batata, quinua, quiwicha, achira, feijão, além de animais domesticados de lhamas, alpacas e cobaias.
-Possui diversos monumentos e cidades maravilhosas que emocionam e encantam aos espectadores como Cusco, Machupichu, Pisac, Ollantaytambo, Huanucopapmapa, Pumpu, etc.
-Marcou um desenvolvimento social e político que dominou um vasto território andino.
-Suas proezas não somente destacam na arquitetura, também foram nas artes, literatura, medicina, ciência e religião. 


-Fomentar o intercambio de pesquisadores, professores e estudantes para estudar a realidade social tanto do Peru quanto do Brasil.
-Criar mecanismos de bolsas e reduzir os impostos aos pesquisadores e bolsistas na procura de conhecimentos de nossos povos.
-Desenvolver um turismo de qualidade tanto do Peru quanto do Brasil, através de uma rede de universidades que formem arqueólogos e cientistas sociais que lutem para o desenvolvimento de nossos povos. 


AGRADECIMENTOS

Ao Senhor Raimundo de Oliveira – Presidente do Clube de Engenharia;
Ao Senhor Telmo Cardoso Lustosa – Diretor do Centro de Atividades Culturais e Cívicas do Clube de Engenharia;
Ao Centro Brasileiro de Arqueologia;
Por uma integração da arqueologia peruana com a América do Sul.






I ENCONTRO LATINO AMERICANO DE ARQUEOLOGIA

O I ENCONTRO LATINO AMERICANO DE ARQUEOLOGIA   I ELAA   2005, Rio de Janeiro

MESAS REDONDAS COM A PRESENÇA DE IMPORTANTES NOMES DA ARQUEOLOGIA


ALGUNS ESTÃO AQUI REPRESENTADOS

Maura Imazio da Silveira, estudiosa das populações pré-históricas da Amazônia, e a parecerista do Ministério da Cultura (MinC), arqueóloga e historiadora Aparecida Açucena Coelho, que apresentou a palestra “a Contribuição Maia”.


O I ENCONTRO LATINO AMERICANO REPERCUTIU INTENSAMENTE
Uma pesquisa na interna revela claramente a repercusão profunda do I ELAA
Selecionamos alguns links comprobatórios que são apresentados a seguir

www.geobrasil.net/newsletter/newsletter127.pdf
Formato do arquivo: PDF/Adobe Acrobat - Visualização rápida
Arqueologia estarão promovendo o I Encontro Latino Americano de Arqueologia - 2005, criando um fórum para o debate e intercâmbio de informações, com a ...

noticias.terra.com.br/ciencia/.../0,,OI669294-EI295,00.htm... - Em cache
15 set. 2005 – A arqueóloga Maria Beltrão defenderá uma tese no I Encontro Latino-americano de Arqueologia que pode mudar o consenso sobre o período ...

www.clubedeengenharia.org.br/set05_encontro_arqueolog... - Em cache
I Encontro Latino-americano de Arqueologia atrai público e imprensa para palestras, exposição e artefato de 300 mil anos. Instrumento de osso de Paleolhama ...

www.via6.com/jackiebio - Em cache
... 2006 Mini-Curso de Genética - 2006 X Biosemana UFRJ - 2006 I Encontro Latino Americano de Arqueologia - 2005 Curso Básico de Inglês - 2008 (cursando ...




Conferências, Palestras, Cursos, Entrevistas, E... - Maria Beltrão

www.mariabeltrao.com.br/inside.php?area...id=8 - Em cache
7.1.1.126 Promoveu o I Encontro Latino-americano de Arqueologia 2005 - a Aventura Humana e Suas Manifestações Culturais, realizado no Clube de ...

dialogos_lusofonos : Mensagem: Fw: Inscrições Gratuitas- I ...

br.groups.yahoo.com/group/dialogos_lusofonos/.../3271?... - Em cache
16 set. 2005 – Para: clubedeengenharia@...; clubedeengenharia2@... Assunto: Inscrições Gratuitas- I ENCONTRO LATINO AMERICANO DE ARQUEOLOGIA-2005...


Encontro regional

www.geofisicabrasil.com/.../159-encontro-regional.html - Em cache
O Centro Brasileiro de Arqueologia (CBA) realizará o II Encontro Latino Americano de Arqueologia (II ELAA) para comemorar os 50 anos da organização. ...

1.   esa redonda debate panorama da ... - Clube de Engenharia

www.clubedeengenharia.org.br/.../09mar_arqueologia.php - Em cache
13 jan. 2011 – Segundo Maria Beltrão, dentre outras importantes realizações do CBA... a realização do I Encontro Latino-Americano de Arqueologia (2005), ...
2.      

Conferências, Palestras, Cursos, Entrevistas, E... - Maria Beltrão

www.mariabeltrao.com.br/inside.php?area...id=8 - Em cache
7.1.1.126 Promoveu o I Encontro Latino-americano de Arqueologia 2005 - a Aventura Humana e Suas Manifestações Culturais, realizado no Clube de ...



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Bananal: Arqueologia Histórica

Bananal: Arqueologia Histórica Autores: FRANCISCO, B. H. R.1, BELTRÃO, C. B. de A. N.2 1-Centro Brasileiro de Arqueologia (CBA) – secretario1@cbarqueol.org.br; 2-Centro Brasileiro de Arqueologia (CBA) – secretario2@cbarqueol.org.br Palavras-chave: Bananal, história, fazendas
Resumo: O trabalho apresenta os principais sítios urbanos e rurais do município paulista de Bananal, no médio vale do Rio Paraíba do Sul. Resulta de pesquisa bibliográfica e observações de campo efetuadas pelos autores em diferentes fases, sobretudo durante as visitas técnicas empreendidas pelo Centro Brasileiro de Arqueologia. O sitio urbano é tombado pelo patrimônio Histórico (CONDEPHAAT) com destaque para o Solar Manoel Aguiar Vallim, que há alguns anos vem sendo recuperado por um grupo de moradores em mutirão, além da Estação Ferroviária importada da Bélgica pelos barões do café. Na zona rural, destacam-se as fazendas que guardam muito dos aspectos do auge do café na região, são elas fazendas Resgate, Boa Vista e Três Barras. Acresce a trilha do ouro e a estrada dos tropeiros são apenas algumas das evidências de um passado cuja memória deve ser preservada. Abstract: The paper presents the main sites of urban and rural municipality of Bananal, in the middle valley of the Rio Paraiba do Sul. It results from literature and field observations made by the authors in different phases, especially during the technical visits undertaken by the Brazilian Center Archaeology. The urban site is listed as a Historic (CONDEPHAAT) with emphasis on the Solar Manuel Aguiar Vallim, that a few years ago has been recovered by a group of villagers in collective effort, in addition to imported Belgian Railway Station for the coffee barons. In rural areas there are farms that keep many of the aspects of the coffee boom in the region with emphasis on the Resgate, Boa Vista and Três Barras. Added to the trail of the gold and the road of the cowboys are just some of the evidence of a past whose memory should be preserved.
1. A cidade de Bananal O município de Bananal, Estado de São Paulo no médio vale do Rio Paraíba do Sul, dista 316 km da capital do estado e 164 km da cidade do Rio de Janeiro. O acesso é feito pela rodovia Presidente Dutra (BR 116) ou pela antiga rodovia Rio-São Paulo. O arraial de Bom Jesus do Livramento de Bananal data de 1785 passando a freguesia em 1811, vila em 1832 e cidade em três de abril de 1849. Sua população é de cerca de doze mil habitantes, ocupando cerca de 600 km quadrados. O nome Bananal parece advir da palavra indígena banani, ou rio sinuoso, que os portugueses passaram a Bananal. Mas há quem discorde e pense na possibilidade de um verdadeiro plantio de bananas na região ser o motivo do nome.
Na época do descobrimento os habitantes eram índios três que viviam na serra da Bocaina, desciam ao vale e provavelmente iam ao litoral de Angra dos Reis. Desses habitantes quase nada restou a não ser material lítico, machados de pedra que o vulgo pensa ser pedra de raio (fulgurito). Não há estudos sistemáticos a esse respeito. A partir da chegada dos portugueses, e depois de outros imigrantes, como italianos e chineses, começou uma mudança radical, com desmatamentos para cultivo agrícola a principio voltado somente para a subsistência. Com o ciclo do café a região experimentou um período de grande riqueza. Chegou a ser avalista do Brasil relativamente a um empréstimo à Inglaterra, que exigiu a assinatura dos ricos cafeicultores de Bananal. Havia nas fazendas um grande número de escravos, cujos sinais da presença podem ser vistos em muitas dessas propriedades ainda hoje existentes, embora agora muitas tenham se tornado hotéis fazendas depois do declínio do café e, mais recentemente, da queda vertiginosa do ciclo do gado leiteiro. Infelizmente os objetos acham-se dispersos, não há ao menos um Museu que os exponha e nem uma reserva técnica institucional que os abrigue. O sitio urbano foi tombado pelo Patrimônio Histórico de São Paulo (CONDEPHAAT), assim como algumas edificações da área rural. Essas construções são verdadeiros tesouros históricos e arqueológicos merecedores de esforços para a sua preservação.
2. Principais construções Destacamos a Estação Ferroviária, construída na Bélgica e inaugurada em 24 de dezembro de 1999 pela Estrada de Ferro Bananal. Essa estação com 400 m2 e mais de 2000 placas ajustadas com parafusos é um monumento internacional, uma relíquia histórica sem similar no Brasil. Valorizada no exterior, mas pouco valorizada no Brasil, requer cuidados, pois o tempo deixa suas marcas. Chuvas molham o piso original de madeira, passando por frestas no telhado. Depois que foi extinta a Estrada de Ferro em 1964, a estação foi sede de correios, biblioteca e rodoviária. Na verdade, ali deveria abrigar o Museu do Café do Município de Bananal. Estação Ferroviária
Outro prédio que merece atenção é o Solar Manoel Aguiar Vallim, cujo dono na época áurea da cafeicultura era um rico fazendeiro, dono da Fazenda Resgate. Tombado pelo patrimônio, o prédio abrigou o Grupo Escolar Nogueira Cobra, onde um dos autores deste trabalho foi estudante, depois passou a sede da prefeitura e sendo mais tarde abandonado. Corria sérios riscos de tombar literalmente, até que a comunidade local resolveu comprar a briga e partir para um histórico mutirão, conseguindo salvar o prédio. Esse trabalho continua até os dias atuais, sendo necessariamente lento, tanto pelo tipo de trabalho de restauração quanto pelas dificuldades de obtenção de recursos financeiros, advindos estes tão somente de bingos semanais. È muito pouco, sem dúvida. Outros destaques são o antigo Hotel Brasil, a Igreja Matriz Bom Jesus do Livramento, e a Pharmacia Popular – a mais antiga farmácia ainda em funcionamento no Brasil (desde 1830) - e todo o casario de estilo colonial tombado pelo CONDEPHAAT. Seu patrimônio – que preserva instrumentos originais, sais, tinturas e potes de porcelana francesa da época do Império – faz parte do primeiro acervo cultural farmacêutico do Brasil. Pharmacia Popular, fachada Na zona rural, destaque para as fazendas Boa Vista, Saudade, Bela Vista, Coqueiros, Glória, Independência, Três Barras e a mais majestosa, a Fazenda Resgate. Interessante que o nome Resgate se deve ao ato da compra de escravos tribais por mercadores europeus, que assim estariam praticando um resgate. Na realidade constituía uma autêntica prática de sofisma. Fazenda Bela Vista Fazenda Resgate Nessas fazendas os instrumentos de tortura, mobiliário de época entre outros, constituem grande atração para os visitantes. A região tem ainda diversos objetos que poderiam fazer parte de um Museu Histórico tais como arreios, cangalhas, jacás, ferraduras, pilões, etc. Por fim as incríveis moedas que circularam em Bananal, Barra Mansa e no Rio de Janeiro, cunhadas pelos barões do café e que representam de fato preciosidades marcantes de uma época de esplendor da região de Bananal no Estado de São Paulo.
Bibliografia consultada CASTRO, Hebe Maria Mattos; SCHNOOR, Eduardo. "Resgate: uma janela para o oitocentos". Rio de Janeiro, TOPBOOKS, 1995. GRAÇA, Plínio - Estância Turística e Ecológica de Bananal: Terra dos Barões do Café/organizador Plínio Graça. – São Paulo: Noovha América, 2006. (Série conto, canto e encanto com a minha história...).

EXPERIÊNCIAS COM A ORALIDADE: SINERGIA DO APRENDER E ENSINAR.

EXPERIÊNCIAS COM A ORALIDADE: SINERGIA DO APRENDER E ENSINAR. Camila Fernanda Nunes Borges LEAL1 1 - Rocas Brasil – Arqueologia e Meio Ambiente – camila.leal@rocasbrasil.com. Resumo O resgate da oralidade de uma dada sociedade é permitido a partir de experiências sinérgicas entre aprender e ensinar. Para a construção deste trabalho foram utilizados dados e informações coletados durante trabalhos realizados para licenciamentos ambientais de empreendimentos potencialmente poluidores, em diversos locais do Brasil e com diferentes seguimentos da sociedade, incluindo colônias de pescadores tradicionais, tribos e etnias indígenas, além de habitantes ilustres das localidades e povoados visitados. Os resultados alcançados demonstraram plenamente e sob diferentes olhares e pontos de vista, que o resgate do Patrimônio Cultural de natureza Imaterial Intangível, principalmente, baseado na aplicabilidade de entrevistas semi-estruturadas, deve ser primeiramente baseado na oralidade, a partir das trocas e experiências conseguidas com a memória oral da comunidade, fazendo com que os interlocutores promovam, sinergicamente, as ações de aprender e ensinar. As trocas conseguidas foram deveras importantes, já que alcançaram os preceitos e pressupostos que nortearam a realização desta pesquisas. Palavras-chave: Memória oral, Patrimônio Cultural, licenciamento ambiental. Abstract The revival of orality in a given society is allowed from synergistic experience between learning and teaching. The construction of this work was based on data and information collected during work for environmental licensing of potentially polluting enterprises in various parts of Brazil and with different segments of society, including colonies of fisherfolk, indigenous tribes and ethnic groups, the sides residents of the illustrious towns and villages visited. The results demonstrated fully and under different perspectives and points of view, the rescue of the Intangible Cultural Heritage Immaterial nature mainly based on the applicability of semi-structured interviews, should primarily be based on oral tradition, from the exchanges and experiences gained with the oral memory of the community, making the actors promote, synergistically, the actions of learning and teaching. The exchanges achieved were very important, as they reached the precepts and assumptions that guided this research. Keywords: Oral memory, Cultural Heritage, environmental licensing. 1. Introdução A memória oral de uma dada sociedade é realizada a partir da prática da oralidade. Para tal, a coleta de informações e dados de natureza patrimonial, se faz mediante a aplicação de entrevistas semi-estruturadas, cujos resultados obtidos devem atingir um propósito ou hipótese previamente formulados. No caso dos licenciamentos ambientais de empreendimentos potencialmente poluidores, estas informações e dados patrimoniais, principalmente em se tratando do Patrimônio Imaterial Intangível, são conseguidos de forma mais satisfatória, a partir da memória oral da população local de dado empreendimento, mediante resgate da historiografia oral não oficial, baseada na oralidade. Assim, a aplicabilidade da oralidade dos habitantes locais faz com que, muitas vezes, pesquisador e informante tenham seus papéis invertidos, trocados. É neste momento que a sinergia entre o aprender e o ensinar não apresenta orador/receptor definido, fazendo dos interlocutores atuantes concomitantes e simultâneos de ambos os papéis. 2. Materiais e Métodos Os materiais utilizados para esta pesquisa se constituem em diversas entrevistas semi-estruturadas realizadas para elaboração de diagnósticos e relatórios técnicos de diversos estudos para Licenciamento Ambiental de empreendimentos potencialmente poluidores do Meio Ambiente, segundo a Resolução CONAMA 001/1986. Tais entrevistas basearam-se nos princípios e pressupostos de Triviños (1987) e Manzini (1990/1991), onde, para o primeiro, a entrevista semi-estruturada tem como característica questionamentos básicos que são apoiados em teorias e hipóteses que se relacionam ao tema da pesquisa, cujos questionamentos norteariam novas hipóteses surgidas a partir das respostas dos informantes, visto que o foco principal seria colocado pelo investigador-entrevistador, já que a entrevista semi-estruturada “(...) favorece não só a descrição dos fenômenos sociais, mas também sua explicação e a compreensão de sua totalidade (...)”, mantendo assim a presença consciente e atuante do pesquisador no processo de coleta de informações (TRIVIÑOS, 1987: 152). Já segundo Manzini (1990/1991), a entrevista semi-estruturada está focalizada em um assunto sobre o qual confeccionamos um roteiro com perguntas principais, complementadas por outras questões inerentes às circunstâncias momentâneas à entrevista, de onde podem emergir informações de forma mais livre cujas respostas não estão condicionadas a uma padronização de alternativas. Para a realização das entrevistas semi-estruturadas, foram formuladas perguntas-chave visando atingir o objetivo das pesquisas, organizadas sob a forma de um roteiro para nortear a coleta das informações básicas e de manter a interação entre informante-pesquisador (MANZINI, 2003). Os objetivos a serem alcançados com as entrevistas eram os de diagnosticar o patrimônio cultural existente nas comunidades pesquisadas a partir do resgate da oralidade e memória oral de seus habitantes. 3. Resultados As entrevistas semi-estruturadas obtiveram resultados diferenciados de acordo com a sinergia entre pesquisador e entrevistado, na medida em que, em certos casos, foi necessária uma readequação oral para a mensagem a ser transmitida, visto que os costumes locais e mesmo ancestrais apresentaram mudanças. Para as pesquisas realizadas nos estados do Rio de Janeiro e área limítrofe ao Espírito Santo, o retorno das informações pretendidas apresentou-se bastante heterogêneo. Caso particular e bastante engrandecedor foi o observado para as PCHs do rio Itabapoana, cuja mudança de tratamento feito pelos moradores do Distrito de Calheiros (município de Bom Jesus do Itabapoana/RJ) para com o informante Sr. Miguel Pereira de Paulo, cuja alcunha era de “o louco” antes da primeira conversa realizada no início da pesquisa, tornou-se “o pesquisador” visto que a população passou a vê-lo de forma diferente, já que as ‘coisas’ que ele falava, sobre a região ter sido habitada por índios Tupi – cujas histórias foram-lhes passadas por seus avós – e sobre ter encontrado locais com fragmentos de cerâmica, lâminas de machado e grafismos rupestres, em Calheiros e áreas cincunvizinhas. Esta modificação cultural e do tratamento inter-pessoal dos habitantes para com o entrevistado, só foi conseguida a partir da mudança realizada no imaginário coletivo, mesmo que de forma inconsciente, feita através de ações de Educação Patrimonial onde foram resgatados e apresentados os diversos ‘patrimônios culturais’ da região, incluindo o Patrimônio Arqueológico. Resultado satisfatório também foi alcançado com as etnias indígenas Tapeba e Anacé que, segundo a historiografia oficial, nem deveriam existir, visto que no estado do Ceará não haveria índios desde a promulgação do Decreto nº 1.318/1854, que também tornava suas terras tradicionais em devolutas. Neste caso, os membros das etnias preservam suas culturas imateriais; sua luta, no momento das pesquisas, era a de se fazer reconhecer perante os governantes, no intuito de ter respeitados os direitos de ocupação em suas terras ancestrais e da preservação e perpetuação de seus modus vivendi e habitus. As pesquisas realizadas nos povoados sertanejos por onde estão projetados e sendo construídos os canais da Integração do rio São Francisco, igualmente foram engrandecedores, sob o prisma da sinergia do aprender e ensinar. Reforçando a ideia axiomática de que “o sertanejo é, antes de tudo, um forte”, as lições de humildade, acolhimento, expectativas de uma vida melhor e de riqueza, puderam ser revistas e reformuladas in loco, partindo da perspectiva do informante-paciente, transformando-o em pesquisador-agente das transformações que se deram em toda a região, em virtude do projeto. 4. Considerações A sinergia do aprender e ensinar propostos pelos poucos resultados exposto por este trabalho, apresentam apenas uns poucos frutos que podem (puderam) ser colhidos a partir do resgate da oralidade e da memória oral das populações “atingidas” por empreendimentos ambientais potencialmente poluidores, de acordo com a Resolução CONAMA 001/1986. Chamo-as de “atingidas” no sentido de ser-lhes conferida uma oportunidade de terem sua memória resgatadas e compartilhadas. A bem da verdade, as verdadeiras populações “atingidas” são as pessoas que, de alguma forma, terão contato, de modo direto ou indireto, com os resultados alcançados pelas pesquisas. O resgate da oralidade e memória oral de uma dada sociedade esteja esta no sertão ou no litoral, tenha esta ou não estudo ou bens materiais financeiros, perpassa pela valorização da história e da memória desta, assegurando-lhe a preservação de seus bens culturais, bem como a sua devolução à população e às gerações futuras, para que possam usufruí-los de forma adequada e consciente. Legitimar a importância da oralidade e da memória oral de uma sociedade, por sua vez, é reconhecer as origens e dinâmicas históricas ocorridas ao longo do tempo e do espaço, as quais permitiram determinar as condições socioeconômicas e culturais existentes no presente — presente esse cuja dinâmica história que se deve avaliar está atrelada e intrinsecamente ligada à sinergia entre pesquisador e pesquisado, agente e paciente, mestre e discípulo, e por que não dizer entre o aprender e o ensinar? 5. Referências Bibliográficas ALBERTI, V. 2005. Manual de História Oral. Rio de Janeiro: Editora FGV, 3ª Ed. BOAS. F. 2007. Antropologia Cultural. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora. 4ª Ed. CALDAS. A.L. 1999. Oralidade – texto e história: para ler a história oral. São Paulo: Edições Loyola. JORGE, V.O. 2007. Arqueologia, Património e Cultura. Lisboa: Instituto Piaget, 2ª ed. MANZINI, E.J. 1990/1991. A entrevista na pesquisa social. Didática, São Paulo, v. 26/27: 149-158. MANZINI, E.J. 2003. Considerações sobre a elaboração de roteiro para entrevista semi-estruturada. In: MARQUEZINE: M. C.; ALMEIDA, M. A.; OMOTE; S. (Orgs.) Colóquios sobre pesquisa em Educação Especial. Londrina: Eduel, p.11-25. SETTON, M.G.J. 2002. A teoria do habitus em Pierre Bourdieu: uma leitura contemporânea. Revista Brasileira de Educação, 20: 60-70. TRIVIÑOS, A.N.S. 1987. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas. Licenciamentos Ambientais utilizados na pesquisa: Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional/PE-PB-CE, 2005-2006. Componente Ambiental Indígena: Terra Indígena Tapeba e Área de Ocupação Tradicional da Etnia Anacé/CE, 2009. Patrimônio Etno-Histórico, Cultural e Arqueológico: PCHs Saltinho do Itabapoana e Bom Jesus, rio Itabapoana/RJ-ES, 2010-2011. Patrimônio Etno-Histórico, Cultural, Arqueológico e Paisagístico: PCH Arrodeador/BA, 2011. Patrimônio Etno-Histórico, Cultural, Arqueológico e Paisagístico: Ecoresort Massambaba/RJ, 2011.