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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O Mercado Municipal

O Mercado Municipal

entre os locais mais movimentados do Rio de Janeiro dos primeiros tempos, podemos sem dúvida incluir a Praia D. Manuel, conhecida anteriormente como Praia e Porto dos Padres da Companhia por conta do colégio dos Jesuítas no Morro do Castelo, responsável pela maior parte da movimentação de pessoas e mercadorias que ali desembarcavam. O nome D. Manuel foi uma homenagem a D. Manuel Lobo, governador que chegou em 1679 e morreu no ano seguinte em uma prisão espanhola, após ter ido lutar no sul pela colônia do Sacramento (Uruguai).
No século XIX, depois da vinda da côrte portuguesa, foi onde Louis Pharoux, escolheu para instalar seu conhecido hotel e restaurante, o qual era servido por um cais cujo nome persiste até hoje: Cais Pharoux.
Em 1873, a empresa do engenheiro André Rebouças recebe uma concessão para a construção de um novo cais entre o Cais Pharoux e a Ponta do Calabouço, mas a obra acabou sendo mesmo feita pelo governo imperial.



Quarta, 24 Julho 2013 11:32

O Mercado Municipal

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Dentre os locais mais movimentados do Rio de Janeiro dos primeiros tempos, podemos sem dúvida incluir a Praia D. Manuel, conhecida anteriormente como Praia e Porto dos Padres da Companhia por conta do colégio dos Jesuítas no Morro do Castelo, responsável pela maior parte da movimentação de pessoas e mercadorias que ali desembarcavam. O nome D. Manuel foi uma homenagem a D. Manuel Lobo, governador que chegou em 1679 e morreu no ano seguinte em uma prisão espanhola, após ter ido lutar no sul pela colônia do Sacramento (Uruguai).
No século XIX, depois da vinda da côrte portuguesa, foi onde Louis Pharoux, escolheu para instalar seu conhecido hotel e restaurante, o qual era servido por um cais cujo nome persiste até hoje: Cais Pharoux.
Em 1873, a empresa do engenheiro André Rebouças recebe uma concessão para a construção de um novo cais entre o Cais Pharoux e a Ponta do Calabouço, mas a obra acabou sendo mesmo feita pelo governo imperial.
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Fachada lateral do Mercado Municipal voltada para o mar. A torre da esquerda
é o atual restaurante Albamar.

No final desse mesmo século, já instalada a República, surgiu a necessidade por um novo mercado naquela região, pois o antigo, situado na Praça XV onde é hoje a Bolsa de Valores, projetado por Grandjean de Montigny, já não atendia à demanda de uma população que muito havia crescido.
Após inúmeras marchas e contramarchas, que adiaram as obras por vários anos, o novo mercado é inaugurado em 14 de dezembro de 1907, com a presença do presidente Afonso Pena e do general Sousa Aguiar, prefeito do Distrito Federal, além de outras personalidades.
O edifício, de forma quadrada e com 150 metros de lado, ocupava uma área de 22.500 m2, tinha quatro torres nos cantos e uma torre central, e quatro portões monumentais com 14 metros de altura. O material do mercado, feito de ferro, veio da Bélgica, sendo a montagem supervisionada por representantes do fabricante. No interior da construção haviam 16 ruas, com um total de 1136 compartimentos para as lojas. Era vendido todo tipo de mercadoria, com destaque para gêneros alimentícios como carne, peixe, frutas, verduras, etc.
O novo mercado tornou-se rápidamente mais um símbolo da cidade, para o que contribuiu sua grande visibilidade, especialmente para quem chegava pelo mar. Foi cenário no filme "Orfeu Negro", de Marcel Camus, realizado em 1959, que é provávelmente um dos raros registros a core

s do antigo mercado.

Quarta, 24 Julho 2013 11:32

O Mercado Municipal

Escrito por  
3
Dentre os locais mais movimentados do Rio de Janeiro dos primeiros tempos, podemos sem dúvida incluir a Praia D. Manuel, conhecida anteriormente como Praia e Porto dos Padres da Companhia por conta do colégio dos Jesuítas no Morro do Castelo, responsável pela maior parte da movimentação de pessoas e mercadorias que ali desembarcavam. O nome D. Manuel foi uma homenagem a D. Manuel Lobo, governador que chegou em 1679 e morreu no ano seguinte em uma prisão espanhola, após ter ido lutar no sul pela colônia do Sacramento (Uruguai).
 
No século XIX, depois da vinda da côrte portuguesa, foi onde Louis Pharoux, escolheu para instalar seu conhecido hotel e restaurante, o qual era servido por um cais cujo nome persiste até hoje: Cais Pharoux.
 
Em 1873, a empresa do engenheiro André Rebouças recebe uma concessão para a construção de um novo cais entre o Cais Pharoux e a Ponta do Calabouço, mas a obra acabou sendo mesmo feita pelo governo imperial.
 
mercado_mun_01

Fachada lateral do Mercado Municipal voltada para o mar. A torre da esquerda
é o atual restaurante Albamar.

No final desse mesmo século, já instalada a República, surgiu a necessidade por um novo mercado naquela região, pois o antigo, situado na Praça XV onde é hoje a Bolsa de Valores, projetado por Grandjean de Montigny, já não atendia à demanda de uma população que muito havia crescido.
 
Após inúmeras marchas e contramarchas, que adiaram as obras por vários anos, o novo mercado é inaugurado em 14 de dezembro de 1907, com a presença do presidente Afonso Pena e do general Sousa Aguiar, prefeito do Distrito Federal, além de outras personalidades.
O edifício, de forma quadrada e com 150 metros de lado, ocupava uma área de 22.500 m2, tinha quatro torres nos cantos e uma torre central, e quatro portões monumentais com 14 metros de altura. O material do mercado, feito de ferro, veio da Bélgica, sendo a montagem supervisionada por representantes do fabricante. No interior da construção haviam 16 ruas, com um total de 1136 compartimentos para as lojas. Era vendido todo tipo de mercadoria, com destaque para gêneros alimentícios como carne, peixe, frutas, verduras, etc.
 
O novo mercado tornou-se rápidamente mais um símbolo da cidade, para o que contribuiu sua grande visibilidade, especialmente para quem chegava pelo mar. Foi cenário no filme "Orfeu Negro", de Marcel Camus, realizado em 1959, que é provávelmente um dos raros registros a cores do antigo mercado.

 
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Uma das rua internas do Mercado, mostrando o intenso movimento. Voltado para
a venda de gêneros alimentícios, era o principal ponto desse comércio no Rio.

Mas o belo prédio sofreu morte precoce, não completando nem 60 anos de existência, sendo destruído no final dos anos 50 em nome da construção da Av. Perimetral, que na verdade não pedia sua demolição completa, só sendo necessário remover uma parte. Mas a tradicional vontade de destruir prevaleceu, embalada por uma espécie de demência daquela época que procurava justificar qualquer ato estúpido como esse como um progresso na direção de um futuro automobilístico. Essa tendência, embora enfraquecida, ainda está presente hoje em dia, e, junto com a especulação imobiliária, com certeza ainda irá causar muitos danos ao patrimônio histórico e coletivo da cidade.
 
O que resta do antigo Mercado Municipal é a torre do restaurante Albamar, obra que a maioria das pessoas não consegue situar no contexto do Cais Pharoux atual. A demolição da Perimetral, livrando a Praça XV e arredores de uma das piores e mais destruidoras obras já feitas no centro do Rio, é sem dúvida sinal de alguma sanidade nos 


sábado, 30 de agosto de 2014

CLUBE DE ENGENHARIA ELEGE CONSELHEIROS

Para Benedicto Humberto Rodrigues Francisco da chapa CEU, também candidato à reeleição para o Conselho Diretor, o momento é de renovação e o papel das eleições é fundamental. “O povo espera mudanças. Quer uma nação mais forte, atendendo às necessidades da população no que diz respeito à educação, ciência e tecnologia, saúde. O Clube participa ativamente dessas reivindicações. A renovação do terço com certeza vai manter essa tradição. Temos grandes quadros em ambas as chapas e ainda que tenhamos só 25 vagas para 40 concorrentes, a escolha do eleitor será boa, o Clube estará muito bem servido".


sábado, 16 de agosto de 2014

PATRIMÔNIO TOMBADO E ABANDONADO


ENGENHOS DO RIO COLONIAL




ESTUDO DE CASO: CAPÃO DO BISPO E OS ENGENHOS DO CICLO DA CANA DE AÇUCAR NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO , RJ.
Autores: Vanessa Maria da Costa R. FRANCISCO (1), Viviane Maria da Costa R FRANCISCO (2), Letícia Maria Rodrigues VERDADE (3)
(1)Centro Brasileiro de Arqueologia (CBA)- educação@cbarqueol.org.br
(2)Centro Brasieiro de Arqueologia(CBA)-conselheiro4@cbarqueol.org.br
(3) Colégio Coração de Maria-
Palavras-chave - engenhos, cana de açúcar, Rio de Janeiro, história, patrimônio.
Resumo:
O trabalho apresenta o resultado de pesquisas bibliográficas e de campo efetuados pela equipe de ensino e pesquisa do Centro Brasileiro de Arqueologia. Durante a fase colonial do Brasil o Rio de Janeiro foi um centro produtor de açúcar que era exportada para a Europa pelo governo. Os canaviais se estendiam pela Zona Norte e Oeste do atual município do Rio de Janeiro. Remontam a essa época os nomes de diversos bairros como Engenho da Rainha Engenho Novo, Engenho de Dentro, Engenho Velho No entanto o que restou desse longo período da história econômica do Rio de Janeiro. Apenas o edifício de uma fazenda denominada Capão do Bispo, localizada na Avenida Don Helder Câmara, em Del Castilho permaneceu de pé até os dias atuais. Apesar da importância desse patrimônio e de ser tombado pelo Patrimônio Histórico, na prática pouco tem sido feito pelo poder público no sentido de preservar essa relíquia de um importante período da História do Rio de Janeiro. Certamente a falta de políticas publicas de preservação do patrimônio histórico e pré-histórico responde por essa situação. Na verdade não basta tombar, é necessário preservar.



Escrito por bene-francisco às 17h03

domingo, 3 de agosto de 2014

ARTESÃO CONTA SUA HISTÓRIA

A  pequena Vista Alegre do Alto (SP), de sete mil habitantes, a 100 quilômetros de Ribeirão Preto (SP), é um daqueles lugares em que todo mundo ainda se conhece. E nem sempre pelo nome. Quem chega perguntando do Gercino recebe, como resposta, um balanço negativo com a cabeça e um “ah, moço, sei não”. Mas vai falar no Sabela. Aí, a coisa muda.
O carpinteiro, de 58 anos, é uma das figuras mais conhecidas do município. O motivo é simples: além de estar sempre de bem com a vida, distribuindo sorrisos, ele mantém, com arte, os costumes regionais. As esculturas, moldadas a partir de restos de madeira, que ele aproveita da própria profissão, ganha de fábricas de móveis ou recolhe na zona rural, ajudam a preservar a memória das gerações que construíram a história do interior paulista, por meio do trabalho no campo e da religiosidade.
A casa simples, que ele divide com a esposa, Rita, a maior incentivadora do trabalho, expõe um cavalo na parede da sala e um São Cristóvão, de um metro de altura, que pode ser apreciado numa mesa do quintal. Mas, há pouco tempo, a garagem era toda ocupada. Sabela calcula que já tenha vendido mais de mil peças, boa parte para admiradores em Pirangi, município próximo a Vista Alegre. “Tinha muita coisa. Uma das peças que eu mais gostava era um tamanduá em tamanho natural. O pessoal via o resultado, gostava e eu ia vendendo. Até que eu dia, percebi que havia vendido quase tudo”.


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Origens
A ligação com Pirangi é antiga. Foi lá que Sabela nasceu. Ainda na infância, se mudou para um sítio em Vista Alegre do Alto, onde morou até os 20 anos. Aprendeu a carpir, plantar e colher. “Cuidava de animais e arrancava feijão e mamona”. E já mostrava os dotes artísticos. Argila e cipó foram as matérias-primas para as primeiras esculturas. “Com 12 anos, comecei a fazer na escola. Com o tempo, as técnicas foram evoluindo”.
Quando saiu para a cidade, trabalhou como soldador, torneiro mecânico, eletricista. Tantos empregos que não se lembra de todos. Foi da madeira, porém, que ele tirou o ofício definitivo. A carpintaria permitiu aliar o sustento da família com a proximidade do material que precisava para esculpir. “Infelizmente, no nosso país, é difícil viver só da arte”.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

DIA NACIONAL DO ARQUEOLOGO COMEMORAÇÃO 2014

DIA 26 DE JULHO

DIA NACIONAL DO ARQUEÓLOGO

DATA ESCOLHIDA POR BENEDICTO RODRIGUES E FRANCISCO O. DA SILVA BEZERRA DO CENTRO BRASILEIRO DE ARQUEOLOGIA E HOMOLOGADA PELO CONGRESSO NACIONAL


COMEMORAÇÃO EM 2014

SOCIEDADE BRASILEIRA DE GEOGRAFIA

EM PARCERIA COM O CBA E O INETEP

CENTRO  RIO DE JANEIRO    RJ

DIA 29 DE JULHO AS 17 HORAS

TEMA PRESEVAÇÃO DOS SITIOS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO